NA PARAÍBA

Trabalhadores são resgatados de sítio onde eram mantidos em situação semelhante à escravidão

Em operação da PRF e MPT, foi identificado que 14 pessoas estavam em situação degradante em sítio no município de Boqueirão, no Cariri da Paraíba

14/10/2021 12h45Atualizado há 3 dias
Por: Paraíba Todo Dia
Fonte: Redação + G1
Foto: Divulgação PRF
Foto: Divulgação PRF

Uma operação identificou um sítio que mantinha trabalhadores em situação análoga à escravidão, em Boqueirão, no Cariri da Paraíba. Ao todo, foram resgatadas 14 pessoas trabalhando nessas condições. Dentre elas, tinham mulheres e uma criança de nove anos, que vieram da Bahia com promessas de emprego. Os detalhes da ação, feita em parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Rodoviária Federal (MPF) e órgãos de Vigilância Sanitária, foram divulgados nesta quinta-feira, 14.

A denúncia foi feita por duas mulheres que trabalhavam na plantação de frutas do sítio, elas passaram mal ao fazer o manuseio de agrotóxicos para pulverização da plantação, sendo necessário saírem do sítio para receberem atendimento médico. Neste momento, as duas mulheres relataram a situação em que estavam vivendo.

Durante a operação, os agentes descobriram que os proprietários do sítio traziam trabalhadores do estado da Bahia com a promessa de emprego digno na Paraíba.

Situação degradante

Ao chegar ao local da denúncia, a PRF constatou que 14 pessoas trabalhavam em situação análoga à escravidão. Segundo a PFR, no lugar, não havia condições mínimas de higiene e estadia. As instalações onde os trabalhadores dormiam eram precárias e as condições de realização do trabalho eram inseguras.

A PRF ainda informou que todas as pessoas identificadas como trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatas, receberam o apoio necessário e breve voltarão para suas casas na Bahia.

De acordo com a RPF três pessoas, que são sócios do empreendimento, que não teve o nome divulgado, foram autuadas e deverão responder pelo crime.

A Polícia Rodoviária Federal ainda informou que o MPT e os órgãos de Vigilância Sanitária tentaram realizar a fiscalização do sítio, mas encontraram dificuldades, então os policiais do Comando de Operações Especiais (COE-PB) e Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da PRF em Campina Grande foram chamados para prestar apoio aos órgãos e facilitar a fiscalização.

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