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ATUALIZAÇÃO

53 casos: Campina Grande lidera número de infectados pela variante Delta, na Paraíba

Atualização foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, nesta quinta

09/09/2021 13h33Atualizado há 3 semanas
Por: Paraíba Todo Dia
Fonte: Redação + Secom
Foto: Secom
Foto: Secom

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública - LACEN/PB, da Gerência Executiva Vigilância em Saúde, do Laboratório de Vigilância Molecular Aplicada - LAVIMAP da Escola Técnica de Saúde da UFPB, vem executando o monitoramento de amostras que fazem parte hoje da Rede Nacional de Sequenciamento Genético para Vigilância em Saúde.

Esse processo se dá pela seleção de amostras de a fim de obter uma distribuição espacial dentro do Estado da Paraíba, triando amostras de usuários com história de viagem, casos graves, suspeitas de reinfecção, carga viral (CT <25) entre outros parâmetros como conforme orientação do Ministério de Saúde. No dia 31 de agosto do corrente ano confirmamos a circulação comunitária da variante Delta (B.1.617.2) no estado, com o sequenciamento de 25 amostras de usuários residentes em 12 municípios. Até o dia 08 de setembro mais 202 amostras foram sugestivas para a variante Delta, após o uso do Kit RtqPCR in House pelo LACEN/PB e seguiram para sequenciamento e confirmação na Fiocruz/Rio de Janeiro.

No total de sequenciamentos recebidos no dia de ontem, obtivemos 131 amostras sequenciadas, destas 100 para variante Delta (B.1.617.2) e 31 para variante Gamma (P.1).

Das 131 amostras recebidas, vinte e duas (22) foram identificadas para a VOC Gamma (P.1), duas (02) P.1.8., sete (07) P.1.7., noventa e sete (97) para a VOC Delta (B.1.617.2) e mais três (03), sendo elas: (01) AY.22 (B.1.617.2-

like), (01) AY.25 (B.1.617.2-like) e (01) AY.4 (B.1.617.2-like) que são sublinhagens da variante Delta. O que totalizam cem (100) amostras para a VOC Delta e 31 para variante Gamma (P.1).

Com esses resultados a variante Delta foi confirmada em mais 13 municípios (Brejo do Cruz, Cajazeiras, Caturité, Conde, Guarabira, Itabaiana, Juazeirinho, Junco do Seridó, Patos, Pedra Lavrada, Pombal, Santa Rita e Santo André) do Estado, totalizando 25 municípios.

A data de sintomas do primeiro caso Delta confirmado é do dia 17 de julho, sexo masculino, 23 anos, residente no município de Campina Grande, sem histórico de viagem ou contato de caso confirmado para a Delta.

A faixa etária de 20 a 29 anos representam 30,4% (38 casos) das cento e vinte e cinco (125) amostras sequenciadas, além disso destaca-se a identificação de casos positivos da variante em menores 15 anos, com três (03) casos confirmados. Em relação ao sexo, a predominância é do sexo feminino com setenta e dois (72) casos para cinquenta e três (53) do sexo masculino.

Há também, entre os casos Delta, dezesseis (16) casos com esquema vacinal completo, sendo nove (09) deles em idosos, dois (02) com o imunizante AstraZeneca e sete (07) CoronaVac. Foram identificados com esquema incompleto, quarenta (40) casos.

Em investigação identificou-se que das amostras sequenciadas cento e quatorze (114) apresentaram um quadro leve de síndrome gripal (SG) e onze (11) de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com história de internação, onde sete (07) caso evoluíram para óbito e os demais com evolução para cura.

Quanto aos óbitos temos um total de 07 casos, sendo quatro (04) do sexo masculino, sendo um (01) na faixa etária de 30 a 39 anos, dois (02) de 40 a 49 anos e um (01) de 80 e+; e três ( 03) do sexo feminino, sendo um de 30 a 39 anos e dois (02) de 80e+ anos. Quanto aos município de residência, três (03) óbitos eram residentes de Campina Grande, um (01) de João Pessoa, dois (02) de Alagoa Nova e um (01) de Lagoa Seca. Apenas 03 casos com histórico vacinal, dos quais dois (02) com esquema incompleto.

A Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio da Gerencia Executiva de Vigilância em Saúde, acompanhará as investigações dos casos junto aos municípios, qualificando essas informações e emitindo novas notas. Bem como, atualizando os dados a partir de novos resultados de sequenciamentos recebidos.

Mais do que nunca é importante evitar aglomerações, manter o uso da máscara, lavagem das mãos e monitoramento dos casos. Reforçando junto aos gestores municipais, que também é necessário a busca ativa daqueles que não tomaram a segunda dose, não concluindo o esquema vacinal.

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