TECNOLOGIA

Aesa utiliza aparelho que emite ondas sonoras para medir vazão da água

“Com a ajuda de equipamentos modernos conseguimos obter a vazão exata", diz diretor

08/04/2021 15h36Atualizado há 6 dias
Por: Paraíba Todo Dia
Fonte: Ascom
Foto: Ascom
Foto: Ascom

O uso de equipamentos de alta tecnologia tem garantido medições precisas da quantidade de água que percorre os rios paraibanos. Os cálculos de vazão realizados pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) são feitos com ADCP (sigla do inglês Acoustic Doppler Current Profiler, que significa Perfilador de Correntes Acústico por Efeito Doppler), um aparelho que emite ondas sonoras na medição de velocidade de correntes na água.

De acordo com o gerente executivo de Operações de Mananciais, João Pedro Chaves da Silva Rodrigues, a aferição do fluxo da água é obtida por meio de nove feixes acústicos que são emitidos em três frequências diferentes, garantindo uma maior precisão em relação aos medidores mecânicos tradicionais.

“Com a ajuda de equipamentos modernos conseguimos obter a vazão exata. Utilizamos um   medidor acústico de velocidade de corrente, com ecobatímetro integrado, chamado ADCP. Esta tecnologia foi criada por uma empresa norte-americana, uma das mais respeitadas quando se fala em hidrologia e sistemas de medição de vazão em canais abertos”, explicou.

Com o ADCP, também chamado de perfilador doppler-acústico de corrente, uma equipe da Aesa está conferindo a vazão das águas do rio São Francisco no Eixo-Leste da Transposição. A cada 15 dias a vazão no Portal das Águas, em Monteiro, é aferida. 

“Temos uma Plataforma de Coleta de Dados (PCD) instalada no local fazendo esta medição. A cada 30 minutos ela envia os dados pela internet à Sala de Situação da Aesa e automaticamente os dados são disponibilizados no site aesa.pb.gov.br . Além disso, quinzenalmente fazemos a conferência da vazão com o ADCP”, informou João Pedro. A vazão no começo da tarde desta quinta-feira, 08, era de 2,34 metros cúbicos por segundo.  

Todo o histórico da vazão, desde a chegada as águas do Velho Chico na Paraíba em março de 2017, está disponível no site da Aesa. Na página também estão disponíveis as previsões climáticas diárias para todas regiões paraibanas. Também é possível conferir a situação dos 134 açudes monitorados e as cidades onde mais choveu este ano.

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