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Internacional

Reino Unido aplica primeira dose da vacina de Oxford

O país também foi o primeiro do mundo a conceder a aprovação emergencial da vacina, no dia 30 de dezembro, e o Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico informou que 520 mil doses estão prontas para serem distribuídas.

04/01/2021 09h30
Por: Paraíba Todo Dia

O Reino Unido se tornou nesta segunda-feira (4) o primeiro país do mundo a vacinar pessoas de grupo de risco com o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceira com a farmacêutica AstraZeneca.

Brian Pinker, de 82 anos, recebeu a vacina no hospital Churchill, da própria universidade, perto de onde a vacina foi desenvolvida. Pinker faz diálise e afirmou que estava muito satisfeito e agora espera comemorar seu 48º aniversário de casamento com sua esposa Shirley este ano.

O país também foi o primeiro do mundo a conceder a aprovação emergencial da vacina, no dia 30 de dezembro, e o Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico informou que 520 mil doses estão prontas para serem distribuídas.

A vacina de Oxford tem a vantagem de ser mais barata e sua produção, armazenamento e distribuição serem consideradas mais fáceis.

Esta é a segunda vacina aprovada e utilizada pelos britânicos. A primeira foi a da Pfizer em parceria com a BioNTech, que já é aplicada desde 8 de dezembro em grupos prioritários. O país também foi o primeiro a aprovar o imunizante.

Além do Reino Unido, a Argentina também já autorizou o uso emergencial da vacina (e já está aplicando a vacina russa Sputnik V desde a semana passada na população).

Ao contrário de outros países, o Reino Unido agora planeja vacinar as pessoas com a segunda dose de ambas as vacinas 12 semanas após a primeira injeção, em vez dos 21 dias recomendados, para poder imunizar o maior número de pessoas no menor tempo possível.

Aprovação no Brasil
A Anvisa aprovou um pedido feito pela Fiocruz para importação excepcional de 2 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. No pedido, a Fiocruz indica que as vacinas vão chegar ao país ainda em janeiro.

A importação é considerada excepcional porque o imunizante ainda não foi submetido à autorização de uso emergencial ou registro sanitário, etapa essencial para ela poder ser aplicada na população.

Segundo a agência, a aprovação ocorreu no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo dia em que o pedido de importação foi protocolado pela Fiocruz — que é a responsável pela produção da vacina no Brasil.

A Anvisa afirmou na sexta-feira (1º) que terminou a análise dos documentos já apresentados pela AstraZeneca sobre a vacina. Na prática, isso quer dizer que a agência “está em dia” com o que foi apresentado até agora e aguarda novos documentos.

A coordenadora dos estudos da vacina de Oxford no Brasil, Lily Yin Weckx, disse que, com a aprovação no Reino Unido, o uso emergencial da vacina já pode ser solicitado à Anvisa (veja vídeo abaixo).

Eficácia da vacina
Estudo publicado e revisado na revista científica “Lancet” diz que a vacina de Oxford tem eficácia média de 70,4% e é segura. Os testes ocorreram em diversos países, inclusive no Brasil.

Ela teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, segundo dados dos testes no Reino Unido. Quando administrada em duas doses completas, a eficácia foi menor, de 62%.

A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os dados de 11.636 pessoas vacinadas, das quais 8.895 receberam as duas doses completas e 2.741 receberam a meia dose seguida de uma dose completa.

Cerca de 88% dos voluntários analisados (10.218) tinham de 18 a 55 anos de idade, e nenhum participante com 56 anos de idade ou mais recebeu a meia dose seguida da dose completa — que tiveram maior eficácia.

Segundo uma nova análise de dados, 70% das pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas após 21 dias. Quando a segunda dose é aplicada 12 semanas depois da primeira, como prevê o governo britânico, esse número sobe para 80%.

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